A Influência de Salazar na saga Harry Potter


Toda a gente sabe que a escritora britânica J. K. Rowling deu aulas na cidade invicta. Aliás, o Porto é um ponto de peregrinação obrigatório para todos aqueles que adoram a saga do menino que se tornou no feiticeiro mais famoso do mundo aos 11 anos.
Apesar de ter vivido apenas por 1 ano em Portugal, a rainha da fantasia que revolucionou para sempre a literatura mundial, utilizou imensas referências ao nosso país nos 7 livros de Harry Potter.
Dois dos mais notórios são a sua inspiração na arquitectura neogótica da centenária Livraria Lello e no traje académico portuense. Mas um em particular originou até uma teoria que foi agora confirmada pela própria autora. A perspicácia de uma fã deu o mote para a revelação agora divulgada: Qual seria a relação da personagem Salazar Slytherin – um dos quatro fundadores de Hogwarts – com os tempos vividos em Portugal? Esta teoria era discutida há muito entre os fãs da saga, aguçando a sua curiosidade. Através do Twitter, Rowling escreveu o seguinte:
“I did indeed take his name from António Salazar, the Portuguese dictator.” – Eu realmente tomei o seu nome de António Salazar, o ditador português.
Na complexa trama, Salazar Slytherin é um dos personagens mais cruéis. Fundou Hogwarts ao lado de Godric Gryffindor, Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw.
Feiticeiro de sangue puro e sedento de poder, sempre defendeu que a maior escola de magia e feitiçaria do mundo, jamais poderia aceitar alunos que não possuíssem pais que fossem feiticeiros.
O seu método de selecção baseava-se no estatuto de sangue, na ambição e na criatividade para contornar as regras. Outro dos seus dons era comunicar com répteis, nomeadamente as serpentes, o animal que representa a sua casa no mundo fantástico criado pela escritora.

Entrevista: Kelly Christi, autora de “Quasi di Verdadi”


Bom dia leitores tudo bem? Entrevistei a jornalista, blogueira do Pequenos Deleites e escritora, Kelly Christi.
Apenas 1 dia após o lançamento de Quasi di Verdadi em formato digital, uma colectânea de contos curtos, que têm a vida urbana como cenário principal através da sua Litteral Conteúdos, convido-vos a conhecê-la melhor. Venham daí!
1 - Como se tornou leitora?
Hum... tenho o habito de ler desde pequena, então eu nem lembro mais como me tornei leitora, tenho a impressão que fui crescendo com isso, meu contacto com os livros foi muito cedo e como várias crianças comecei com os clássicos infantis, sabe... “Rei Leão”, “ Bela e a Fera”, Pequeno Príncipe”, esses de praxe.
2 - Como e quando surgiu o gosto pela escrita?
Foi um pouco mais tarde, na adolescência que eu reparei que eu gostava de expressar ideias no papel, criar histórias também...
3 - Quem são as suas referências literárias?
 Eu tenho muitas na verdade, para cada fase da minha vida eu tive um escritor marcante, mas acho que Kafka, Virgínia Woolf, Bukowski, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Luis Fernando Veríssimo, Dalton Trevisan, Rubem Fonseca, Caio Fernando Abreu, Marcelo R. Paiva, essa galera toda aí e mais um pouco rsrs.
4 - Quando está a ler uma história, o que mais a surpreende?
O clímax, inclusive aqueles que são bem sutis, mas mudam o percurso todo da história... Acho demais.
5 - Este é o seu primeiro livro, o que sentiu ao terminá-lo?
Alívio e friozinho na barriga ao mesmo tempo, porque depois que a gente termina a história vem todo um processo né, de sentar com design para pensar na capa, projeto gráfico, revisão, etc.
6 - Como é seu processo criativo para elaborar uma história?
Depende do que é pra ser escrito. No blog é mais leve e objectivo por que são crónicas sobre alguma coisa que vivi, que penso ou que está acontecendo em algum lugar, em contos eu gosto de rascunhar o personagem e ficar matutando um pouquinho, buscar outras referências sobre o assunto.
Também gosto de pensar no projeto como um todo. Nesse livro, por exemplo, eu queria que ele fosse curto, ele foi todo pensado para ser assim e ser digital, , então eu tive que pensar em contos que estivessem dentro dessa proposta.
7 - Qual é o seu principal objetivo com o lançamento de “Quasi di Verdadi”?
Mostrar às pessoas, a minha outra veia literária que é vai além da crônica, eu já tinha publicado alguns em revistas literárias, mas não um livro. E que ler nem sempre é carregar um livro, não que não seja bom aquele cheirinho de um livro novo, muito pelo contrário, mas também existem outras formas de leitura com a vida digital, que merecem uma chance e que também podem ser interessantes, o e-book é uma delas.
8 - A sua escrita flui bastante bem, é leve, descontraída e tem humor. Estará este seu estilo de escrever relacionado com o seu modo de viver?
Sem dúvida. Eu sou meio assim mesmo, eu observo os dramas quotidianos, mas ao mesmo tempo sou sarcástica e coloco essa pitada de humor nas coisas, é meu modo de encarar a vida, então isso acaba reflectindo na escrita em algum momento.
9 -  Para você qual foi o tema sobre o qual teve mais dificuldade em escrever?
Tem um conto em que a personagem central e a amiga dela são denfendidas por um travesti, não foi difícil, mas foi desafiador porque eu não conheço nada do mundo dos travestis ou LGBT no geral, eu conversei com alguns deles numa balada em sp, que estava com amigos e tudo mais, pra entender o que passavam, achei que era um bom tema a ser abordado.
Outra coisa desafiadora foi criar personagens masculinos em contos curtos ( o que é mais difícil ainda) porque. eu só criava personagens femininos até então, no blog também sou eu mesma falando de algumas situações que sinto e eu estava um pouco cansada dessa zona de conforto, então o legal é que eu consegui experimentar isso em alguns contos, mesmo que sejam curtos.
10 - Tem alguma frase que resuma a ideia central deste e-book?
🎵 “ De perto, ninguém é normal...” 🎵 Rsrsrsrs.
11 - Em algum momento durante o processo de escrita, você pensou em desistir?
Sim, várias vezes. Já bateu aquela dúvida existencial se eu estava fazendo a coisa certa ou não. Já passei por editora que disse sim para o meu livro, com ele no prelo e depois disse não, foi uma enorme falta de profissionalismo, mas aconteceu comigo, por outro lado isso me impulsionou a criar o meu próprio selo e colocar em prática tudo o que aprendi em edição de texto e na linguística, é um projeto novo ainda, mas espero que eu consiga ajudar outros autores novos.
12 -  O que você aconselha a quem quer começar uma carreira como escritor(a)?
1. Descobrir seu estilo e sempre tentar melhorar no mesmo.
2. Buscar uma forma de treinar com frequência, o blog é uma ideia, o Face é outra ideia para quem se sente a vontade, o diário também é outra, mas sempre tentar escrever com frequência.
3. Ler bastante, isso ajuda a melhorar a escrita inconscientemente, a gente nem acaba percebendo, mas faz toda diferença.
4. Saber reconhecer o que é crítica construtiva e aquela que é de gente idiota, só para te colocar para baixo e saber ignorá-las.
Link para adquirir na Amazon:
https://www.amazon.com.br/Quasi-di-Verdadi-Kel…/…/B06Y6KSM4L

É tudo por hoje| Espero que tenham gostado de saber mais sobre a autora, digam-me o que acharam nos comentários! Também não se esqueçam de compartilhar e de seguir o blog! Muitos abraços e até a próxima!

Cronograma Literário 2017 - Março: Enquanto Eu Te Esquecia

Título: Enquanto Eu Te Esquecia
Autor: Jennie Shortridge
Editora: Única
Número de Páginas: 384
Gênero: Romance

Sinopse: O que a memória apagou, o coração recorda... Lucie Walker não se lembra de quem é ou como foi parar nas águas geladas da Baía de São Francisco. Encaminhada para uma clínica psiquiátrica, ela aguarda até que um homem chega afirmando ser seu noivo. Entretanto, com seu retorno para casa, essa mulher sem memória vai tomando conhecimento de sua personalidade antes do acidente, da pessoa controladora, fria e sem vida que era, e dos segredos da infância e da família, assim como da situação do noivado e dos mistérios que podem ter provocado o acidente. Será que ela quer isso de volta? Será que essa nova Lucie conseguirá manter o amor por Grady, ou a oportunidade de recomeçar será sua salvação? Intenso, franco e incrivelmente emocionante, Enquanto eu te esquecia é um livro delicado, que nos questiona sobre a maneira que vivemos e nos lembra que sempre temos uma nova chance de ser feliz. 

          Essa foi mais uma  leitura do Desafio Literário 2017, no mês de março o desafio era ler um livro de uma autora, da qual não tivesse lido nenhum ainda. Esse era um dos poucos que tinha de autoras que ainda não tinha lido nada.
           A temática que envolve do o livro - da perda de memória motivado por algum trauma, o passado misterioso e o relacionamento conturbado - até tornam a leitura interessante, porém a trama praticamente não se desenvolve, se torna monótona. E deixa um final em aberto, não sabemos o que acontece nem com o relacionamento, nem com a memória de Lucie. Foi uma leitura beeem difícil de concluir, e por isso foi o único livro que li por inteiro nesse mês!
           No mês de abril o desafio é um livro de comédia, alguém tem alguma recomendação? Deixe a sua nos comentários! Até a próxima leitura, pessoal! 

Review Séries


          Olá, pessoal! Fico com o pé atrás toda a vez que vou falar de séries, pois não consigo acompanhar nada de verdade, estou sempre por fora do que está acontecendo... maaaas percebi que determinado "tipo" de séries eu acompanho bem: as antigas!
          Então, eu simplesmente amo rever as séries que eu via na televisão quando era criança ou adolescente, e agora que assinei a Netiflix isso fica muito mais fácil,  simplesmente fico vidrada e agora vou compartilhar com vocês um pouco dessa sensação de nostalgia:

Full House (três é demais) - gente o que é essa família?! já amava quando era criança, agora mais ainda, humor é sutil e inteligente, e sem maldade nenhuma. Diversão garantida. Recomecei a ver em fevereiro e já estou na 4ª temporada!









Friends - Essa, sem dúvidas, é série que eu mais amava! Quem nunca quis morar com seus melhores amigos?! Sonhei tanto com isso, pena que nossa vida não é seriado. Tenho o box com as 10 temporadas, ainda estou na 3ª, mas logo estarei concluído. (e também adoro Jennifer Aniston!)






House - Humor negro, sim, mas inteligente. O Dr. House é um cretino, mas é um cretino irresistível. Também comprei o box com as 8 temporadas da série, assisti até a 6ª temporada até o momento, pois a troca no elenco principal não me agradou muito, mas tentarei continuar!




Supernatural - Ok, tecnicamente é uma série atual já que episódios ainda estão sendo lançados e sabemos que terão outras temporadas ainda, maaaas como já estamos na 12ª temporada eu a considero uma das antigas, afinal foi lançado em 2005 e nessa época eu tinha, tipo, uns 12 anos, então... Lembro que passava meio tarde da noite (tarde para alguém de 12 anos) e então não era sempre que podia assistir!

The O.C. Um Estranho no Paraíso - Meu primeiro amor dos seriados, esse drama adolescente foi incrível, já assisti duas vezes completo e agora estou revendo a 1ª temporada depois de uns dois anos sem ver (pois é, tem que dar um tempo também hahah) Então nesse seriado me apaixonei, ri, chorei e sofri, mas valeu cada sentimento!



          Esses são os seriados que moram no meu coração e que estou revendo (pois tem outros amados que não estou revendo), algum desses seriados também fez parte da vida de vocês? Ou algum outro? Deixe aí nos comentários!

Opinião | “O Último Dia de um Condenado”, de Victor Hugo



Nos últimos tempos, a França tem passado por dias difíceis, numa luta que não tem fim à vista. Não é algo que já não se tenha verificado antes na história da Humanidade.
As questões sociais sempre tiveram grande importância para este autor, por isso quero convidar-vos para viajar comigo até ao ano de 1802.
Nesse ano, nascem dois dos maiores escritores franceses de todos os tempos, que se tornaram ícones da literatura universal:
Por um lado, Alexandre Dumas, autor de obras como “Os Três Mosqueteiros” e “O Conde de Monte Cristo”.
Por outro, Victor Hugo, autor de “Os Miseráveis”, “Os Trabalhadores do Mar”, “Nossa Senhora de Paris”, adaptada pela Disney com o título de “O Corcunda de Notre Damme” e ainda “O Último Dia de um Condenado”.
Apelidado de”L’homme-siècle” ou “homem-século” devido a ter vivido quase todo o século XIX, Victor Hugo foi poeta, dramaturgo, romancista, político e activista dos Direitos Humanos, falecendo aos 82 anos de idade em 1885.
Sempre muito interventivo e exprimindo sempre a sua opinião sobre tudo o que se passava na sociedade da sua época, esteve ligado a todas as grandes questões, quer sejam teatrais ou políticas.
Em 1822, visita um castelo medieval transformado numa prisão no século XVII. Foi nesta prisão que foi testada pela primeira vez, a máquina de cortar cabeças do Dr. Guilhotin, mais tarde conhecida como guilhotina, e onde Victor Hugo se inspirou para escrever “O Último Dia de um Condenado”.
A edição que tenho faz parte da Biblioteca de Verão do Jornal de Notícias e foi publicada em 2010.
Nesta novela de apenas 95 páginas, Victor Hugo crítica fortemente a pena de morte, com um propósito deliberadamente político.
Originalmente foi publicada em 1829 de forma anónima, quando ele tinha apenas 27 anos.
Segundo o autor, existem duas formas de considerar a existência deste livro:
Ou realmente existem um conjunto de papéis amarelados onde foram registados, um a um, os últimos pensamentos de um miserável;
Ou houve um homem, um sonhador ocupado em observar a natureza em proveito da arte, um filósofo, um poeta, quem sabe, para quem tal ideia foi uma fantasia que o tomou, ou melhor, que se deixou tomar por ela e não pôde desembaraçar-se, senão lançando-a num livro;
Desta forma, ele deixa ao critério do leitor, a escolha da opção que preferir…
“Condenado à morte!
Há cinco semanas que vivo com este pensamento, sempre só com ele, sempre gelado pela sua presença, sempre curvado sobre o seu peso!”
Assim começa o livro, introduzindo o leitor logo no tema central, a partir do qual e por meio de um diário escrito e narrado por um jovem condenado, Victor Hugo parte para a exposição e defesa da sua opinião sobre a pena de morte.
Nesta espécie de monólogo interior, acompanhamos os seus pensamentos, angústias, dilemas, reflexões, estados de espírito, o sofrimento físico e, por vezes, o renascer de alguma esperança na sua libertação em alguns momentos.
O facto de nunca nos ser revelado o seu nome e o crime que cometeu para ter sido condenado a tão pesado castigo, reforça a ideia que ele representa todos os condenados, independentemente do crime que cometeram e da sua própria história.
Sabemos também que antes da condenação,ele era um homem como qualquer outro, tinha liberdade de pensamento e era livre:
“Em outros tempos - porque me parece que os anos e semanas se têm passado - eu era um homem como qualquer outro. (...) Na minha imaginação vivia uma eterna festa. Eu podia pensar no que queria, era livre.”
Há outra coisa que é importante salientar:
Em nenhum momento, o autor quer fazer passar a ideia de que o jovem condenado é inocente e que não merece ser punido. Apenas não concorda que ele seja executado com recurso à guilhotina.



 

Para quem gosta de escrever, o Wattpad é uma plataforma de divulgação de novos autores fantástica. É gratuíta, global e permite aos aspirantes a escritores começarem a conhecer o mercado editorial e construir uma base de público fiel.


Com este post, quero comunicar que está aberta a fase de inscrições de autores brasileiros e portugueses que utilizem a plataforma, a fim de realizar um debate sobre a importância desta na descoberta de novos talentos na área da literatura. Estarão em debate também, os pontos positivos e a melhorar desta enorme ideia que está a revolucionar a forma como autores e leitores se relacionam.

Procuro 2 autores portugueses e 2 brasileiros. O debate será via Google Hangouts. O prazo para envio das inscrições é de 3 semanas, iniciando-se hoje e termina a 22 de Março.

Os interessados devem enviar o nome, país, link do seu perfil no Wattpad e a sua disponibilidade durante o presente mês de Abril para o seguinte endereço de e-mail: debates@sonhandoentrelinhas.pt
Conforme a disponibilidade depois será marcado o dia da iniciativa.

Não percam esta oportunidade!

Vem aí a 1ª edição do Prémio Sonhando Entre Linhas 2017



Já terminou a sua primeira história? Quer divulgar o seu trabalho, chegar a mais pessoas e construir um público fiel?
O projeto Sonhando Entre Linhas decidiu lançar um prémio literário, a fim de incentivar novos autores a mostrarem o seu talento com as palavras.

1 - O concurso tem como destinatários, novos autores de Portugal e Brasil; 
2 - Os candidatos devem enviar a sua história, juntamente com o seu nome, idade, país, titulo da história, sinopse e respectivos links das redes sociais para novosautores@sonhandoentrelinhas.pt. 
3 - Só serão válidas, as candidaturas em que os autores tenham curtido a página do Sonhando Entre Linhas.
4 - As histórias devem ter no máximo 500 páginas, ser enviadas em formato PDF ou o link do Wattpad (caso estejam publicadas digitalmente). Outro ponto a salientar, é que não serão aceites histórias já com edição física publicada.
5 - Não há qualquer restrição relativamente ao género literário das histórias enviadas.
6 - O prazo de submissão decorre desde hoje até ao dia 8 de Abril, aproximadamente 5 semanas.
7 - O prazo para decisão e escolhas das 3 melhores histórias vai estender-se pelo mesmo período temporal da fase de submissão.
8 - Caso exista um número elevado de submissões, o prazo estabelecido será prolongado, sendo que todos os participantes serão notificados por e-mail.
9 - As 3 melhores histórias terão direito a 3 capas com design personalizado (1 para cada uma delas), marca-páginas personalizados e uma entrevista exclusiva para o projeto via Google Hangouts.
10 - O Vencedor integrará a lista de autores parceiros do projeto, merecendo destaque nas redes sociais do Sonhando Entre Linhas por 7 dias.
Boa sorte a todos!